Depois da 33° rodada, o Fortaleza entrou no modo final. Eram cinco jogos pra garantir a permanência na Série A. Três confrontos diretos contra Vasco, Coritiba e Bahia, todos em casa. Palmeiras e Fluminense fora completavam as cinco finais, mas o Fortaleza precisava apenas dos 9 pontos em casa pra se livrar do fantasma do rebaixamento. Venceu Vasco e Coritiba com autoridade. Seis gols marcados, apenas um sofrido e um respiro na tabela. Em São Paulo, depois dos resultados dos concorrentes, a vitória simples contra o Palmeiras, desgastado pela maratona, salvava o Leão. Tomou um baile.
Ainda precisava só da vitória contra o Bahia ontem. O primeiro tempo foi tenso, nervoso, os dois times precisavam muito da vitória e isso transparecia em campo. O Fortaleza pareceu sentir mais o peso do jogo, ainda mais depois do Bahia sair na frente. Nino Paraíba achou Rodriguinho sozinho e o Bahia fez 1×0 aos 7 minutos. Paulão acertou o travessão na melhor chance do Fortaleza e jogo poderia ter sido completamente diferente se a bola entra. O primeiro tempo terminou sem outras chances de gol. No segundo, o Fortaleza veio pressionando e criando, mas não aproveitou nenhuma oportunidade.
Aos 16, replay do primeiro gol. Nino com liberdade, Rodriguinho sem marcação na área, 0x2. O Fortaleza desabou. Dois pênaltis convertidos por Rodriguinho e Rossi construíram a pior derrota do Tricolor no campeonato, quando o time mais precisava da vitória. Jogo patético do Fortaleza e o drama desnecessário. Bruno Melo foi uma avenida e o miolo de zaga foi um buraco, muito desprotegida também pelo meio de campo sem pegada. Felipe foi expulso e a torcida não sabe se ele é realmente um desfalque pelo que vem jogando.
O ataque foi nulo e dá pra contar nos dedos as vezes em que David, Romarinho e Wellington foram mencionados pelos narradores. O Fortaleza pode se salvar ainda nessa rodada se Vasco e Goiás tropeçarem contra Corinthians e Red Bull Bragantino, mas não merece. Moralmente, o time caiu e depender de si não é mais uma grande vantagem. A vida do Leão, hoje, está nas mãos dos paulistas e, na situação atual, é melhor assim.